Canta meu peito
Piando solfejar
Triste, sereno
E pequeno,
Sou pássaro.
Ar que passa
Em meu pulmão
Percorre ventando
Minhas asas
E venta
o meu destino.
O tempo, a meu
Ver avoado,
É o céu e as árvores.
Uma vez pousei em uma árvore bem moça de folhas e raízes
E disse-me ela: - É tão difícil atravessar o chão e fazer crescer verde.
Cantei para ela
Por vários sois
Vi seus galhos engrossarem
A fazer sombra na terra.
Minhas penas mudaram
De cor e leveza
Enquanto acompanhei
O amadurecimento
Do paciente, Guapuruvu.
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