Não deveria esquecer que penso.
Sou doente
E penso, reflito
E remexo.
Em tudo que deveria ficar
Inerte e calado.
Sem gritar! Sem suplicar.
Isso e Aquilo,
Tudo,
Qualquer coisa,
Tanto faz.
Eu só sei que dói!
Arde.
Entorpece os sentidos.
O que é visivelmente invisível
O que não foi dito.
Porque já não
Há com o que se dizer.
Já não se sente, já não se sabe!
Ninguém entende,
A dor que arde.
As vogais já perderam
As cores. E
Agora o que faço?
Agora, o que sou?
Sem ritmo,
Nem motivo.
Nenhuma motivação.
Quantos ainda cantam?
Eu não.
Nada mais
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