quarta-feira, 20 de junho de 2012

O doce quando amarga

Derrete nuvens

Em comprimido,


Confunde:


Devora as imagens

Transformando tudo

Em sinestesia.


Cor em cheiro

Gosto em cor.

Brilha o sol da lua


Até os prédios

São de alguma natureza,

Selva de pedras.


Onde gritam todos,

Macacos.


Pedindo Circo e pão

Para não morrer

de fome.
Hoje, quem
Me abraça a mão, é
o Vento.

Traz proteção
Não pensar, só
Sentir...
Não cansar.

Continuar a pedir
Ao Mundo,
o mudo.

Mistério

A chuva lava sentidos
Meus choros.

Pingos escorrem
O entendimento
Misturam-se a
Espírito e cor.

Corpo,
no choro-do-céu.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cantares

Quem canta Deus
Canta por viver
          estar vivo.


Entre divindades: flores,
sol, andorinhas...
          Mar.


Ama-o ante o desejo
de cantá-lo
          vivê-lo,


Na água ou
Pisando o chão.
          A Terra deve ser louvada!


Os animais,
pedras, plantas
          humanos.


(Concretas figuras
de deus
          mistério)


Cada um, sendo
por inteiro
          incompleto:


Um universo.
Imenso em nada
e        coisa alguma.